Amando o Inimigo

(16) A prática de um bodhisattva é, mesmo que uma pessoa de quem tenhamos cuidado e estimado como nosso próprio filho considerar-nos um inimigo, ter uma afeição especial por ela, como a de uma mãe pelo filho (que foi) atingido por uma doença.

Imagine que seja tarde da noite e dizemos ao nosso filho pequeno que vá dormir, mas ele fica zangado e começa a gritar “Eu te odeio!” Será que acreditamos na criança e ficamos chateados com ela? Será que pensamos “Oh, meu filho não gosta mais de mim!”  Claro que não, sentimos afeição e continuamos a agir pensando no bem da criança. Desligamos a televisão e a levamos para a cama. E se ela estiver doente e passar a noite chorando? Será que ficamos zangados e passamos a considerá-la nossa inimiga? Claro que não, sentimos ainda mais amor e afeição.

O mesmo acontece com qualquer pessoa de quem tomamos conta e ajudamos, mas que agora nos trata mal, fica zangada e nos considera um inimigo.  Nesse caso, o ideal seria considerar-lhe assim como consideramos uma criança doente, porque ela realmente está doente, com algum tipo de distúrbio emocional.

Trecho traduzido e editado. Original em studybuddhism.com/en/tibetan-buddhism/mind-training/commentaries-on-lojong-texts/commentary-on-37-bodhisattva-practices-dr-berzin/bodhichitta-and-bodhisattva-behavior

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