Como NÃO Cultivar Compaixão Enquanto Assiste o Jornal

Eu penso em exemplos: lembro-me que minha mãe costumava ficar muito irritada e indignada quando assistia diariamente ao noticiário local da televisão americana. Ao ouvir sobre todos os assassinatos, roubos, estupros e assim por diante ela dizia: “isso é horrível, isso não deveria acontecer”. Isso  parece compaixão, mas na verdade é um estado muito perturbado da mente. Esse não é o “sentimento real” de compaixão. Há uma mistura, nesse caso, de compaixão com preocupação, mas também com raiva e aborrecimento.

Compaixão, a verdadeira de  compaixão,  não é um estado mental perturbado, é um estado mental muito claro. E vem acompanhado de uma crença, de uma aspiração  de que “eu vou tentar fazer algo sobre isso, para ajudar a eliminar esse sofrimento.” Portanto, não é apenas desejar que “alguém” faça algo sobre isso, mas “eu vou fazer algo, vou tentar ajudar”. No entanto, a aspiração e a intenção devem estar baseadas em uma compreensão realista do que podemos fazer. Elas não podem estar misturadas à idéia de que “eu sou o Deus Todo-Poderoso e eu vou sair por aí e salvar o mundo”, e “se eu conseguir ajudar essa pessoa, é porque sou  maravilhoso, e se falhar, sou culpado”. É por isso que precisamos ter confiança e entender muito bem o processo através do qual o sofrimento pode ser removido. O processo é aquele que surge na dependência de muitas, muitas causas e fatores, não apenas da minha força de vontade e do meu desejo de que o sofrimento seja eliminado.

Trecho do texto Going From Renunciation to Compassion

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