A Vacuidade e a Prática de Tonglen

“Quando praticamos tonglen, o dar e receber, devemos receber o sofrimento dos outros como se fosse nosso, e doarmos nossa felicidade como se a estivéssemos doando a nós mesmos. Se não tivermos uma compreensão da vacuidade e do rotulamento mental de um “eu” convencional dentro do contexto desta prática, podemos ter problemas.

Que tipo de problemas? O problema que vem de basearmos nossa prática no equivoco da existência de um “eu” sólido, independente e estabelecido por si só. Se praticarmos dessa forma, poderemos ficar com complexo de mártir, de termos que ser aquele que tira o sofrimento do universo, tipo: “Não se preocupem, salvarei a todos!”, e isso pode gerar muito medo, afinal, também pensamos “Eu não quero sentir a dor que ele sente ao morrer de câncer”. Neste caso, nosso pensamento está fixado em um “eu” muito sólido, separado de todos os outros, e certamente não vamos querer o sofrimento de alguém que está morrendo.

Mas, se compreendermos a vacuidade do “eu”, e considerarmos um “eu” convencional expandido, que tem como base todos os seres, essa troca do que é nosso pelo que é do outro ficaria clara e bastante razoável. Só dá medo se pensarmos no “eu” sólido. Esse é um ponto muito importante da prática de nos igualarmos e trocarmos de posição com o outro.”

Trecho traduzido e editado. Original em Bodhichitta and Bodhisattva Behavior

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